(Jo 1:47-51)
A repetição da expressão: "Em verdade, em verdade", que apenas João emprega, é encontrada aqui pela primeira vez, e apresenta-nos ao ministério angelical exercido a favor de Cristo. Essa revelação, no final do capitulo em que os seus discípulos são chamados, foi dada a Natanael, um israelita em quem não havia dolo. Nesse capítulo, Jesus usou uma figura de linguagem expressiva, ao chamar Pedro: "Tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)" (Jo 1:42). Uma rocha é símbolo de força, de durabilidade e, após umas boas cinzeladas, o caráter (rocha) de Pedro apareceu. Que confiança Cristo teve no discípulo que haveria de negá-lo para dizer: "E também eu te digo que tu és Pedro" (Mt 16:18).
Jesus não apenas se dirigiu a Natanael, mas também a todos os discípulos quando falou dos anjos que subiriam e desceriam sobre ele. Jacó teve uma visão daquela escada, séculos antes de Cristo (Gn 28:12,13). Usada parabolicamente, a escada, que ia da terra ao céu, era "o verbo que se fez carne". Os céus estavam abertos em sua encarnação e, daquele momento em diante, mensageiros têm ido e vindo entre a humanidade e seu Deus. Essa escada desce às profundezas da desventura humana, e sobe ao trono de sua glória.
Este grande capítulo está repleto de nomes e títulos impressionantes para o nosso Senhor, os quais constituem um estudo em si mesmos: O Verbo; a Luz dos homens; O Filho Unigênito do Pai; O Cristo; O Cordeiro de Deus; O Mestre; O Filho de Deus; O Rei de Israel. Encontramos, então, a designação favorita de Cristo para si mesmo, o Filho do homem. Como uma exceção (Jo 12:34), era o título que sempre usava. Natanael disse: "Tu és o Filho de Deus", Mas ele próprio falou de si mesmo: "Eu sou o filho do homem". E ele era ambos. Ele tinha humanidade perfeita, divindade perfeita, e tanto a humanidade como a divindade perfeitamente unidos em sua pessoa.
A ordem do tráfego angelical é digna de nota: "Subindo e descendo sobre o filho do homem". Não é descendo do céu para a terra, mas subindo da terra para o céu, ou seja, subindo primeiro. Porventura, isso não significa que os anjos estão à nossa volta hoje, tal qual estiveram com Cristo? Como espíritos minis-tradores, os anjos foram enviados para servir aos que haveriam de herdar a salvação. Há um velho hino evangélico, intitulado "Anjos rondando à nossa volta," que, com certeza, constitui uma grande verdade. Eles sobem a Deus com os nossos louvores, penitências e orações, e então descem do céu para executas, os desígnios divinos a favor dos redimidos. Jesus sabia que os anjos acampavam em volta dele, pois sabiam que ele era o Filho de Deus.
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